A Lista de Schindler, esta obra-prima de Spielberg, vencedora de 7 Oscar, incluindo melhor filme e direção. Não apenas o filme mais importante sobre holocausto, mas, dos filmes mais importantes da história: até hoje é objeto de estudo, muito referenciado e copiado, mas jamais superado.

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O filme conta a história de Oskar Schindler, um milionário e integrante do partido nazista que usou sua fortuna para contratar milhões de judeus para sua fábrica, mas isso foi fachada para, na verdade, salvar os judeus do holocausto.

De início, o filme foi oferecido a Martin Scorsese, mas ele queria que um judeu de verdade filmasse este filme e ninguém melhor do que Spielberg para o trabalho, que, sim, há todo o sentimento e coração do diretor aqui. O filme também é guiado pela razão.

Todos fazem tudo certo aqui: Spielberg acerta na narrativa, a fotografia em preto-e-branco não foi à toa. Spielberg queria uma ideia mais documental e real para o que é visto em tela e deu mais do que certo. Aliás, o diretor de fotografia aqui é o grande Janusz Kaminski, que venceu Oscar na categoria. Ele também é diretor de fotografia de O Resgate do Soldado Ryan e assinou a fotografia de Jogador Número 1, que vai estrear no final de março.

A única presença de cor vem da menina de vestido vermelho, uma das melhores cenas da história do cinema, no final, quando vemos os judeus homenageando Oskar em sua lápide. Aliás, toda a construção final, do discurso de Oskar para os judeus sobre o fim da guerra até sua morte é incrivelmente comovente e ao som da maravilhosa trilha de John Williams, que merecidamente venceu Oscar na categoria.

O elenco aqui está maravilhoso. Ralph Fiennes como nazista Amon Goeth é dos melhores vilões da história do cinema: frio, violento, calculista, meticuloso e perigosamente inteligente. Ele não hesita em atirar num judeu quando tem vontade. Mereceu a indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante, embora tenha uma performance melhor do que o vencedor da ocasião, Tommy Lee Jones por O Fugitivo.

Ben Kingsley também está excelente como o contador e braço-direito de Oskar. Merecia uma indicação de Coadjuvante também.

E, claro, o nosso Liam Nesson como Oskar Schindler, no melhor papel de sua carreira. Liam veio do teatro e foi escolhido para o papel pelo próprio Spielberg depois de ter visto uma peça com ele. O estúdio queria nomes como Kevin Costner e Mel Gibson, mas Spielberg sabia o que estava fazendo em chamar um ator menos “estrela” para o papel.

A forma como Oskar negocia com o partido nazista e com o Ralph Fiennes a ida de Judeus para sua fábrica é muito bem construída, já que Schindler aqui é um homem de negócios. Inteligente, nas conversas com Ralph o coloca na mão e sempre se mostra um passo à frente de seu colega de partido.

A Lista de Schindler foi o grande vencedor do Oscar 1994, vencendo em 7 categorias: Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Fotografia, Montagem e Direção de Arte. Foi indicado também a Ator para Liam Neeson, Ator Coadjuvante para Ralph Fiennes, Figurino, Maquiagem e Som. Os prêmios foram mais do que justos, também merecia ganhar de Ator Coadjuvante.

Foi a grande celebração de Spielberg, que estava batendo na trave desde os anos 70 e 80 com Tubarão, ET e Indiana Jones.

O filme também foi um sucesso de bilheteria: o próprio Spielberg estava contando com o fracasso comercial, já que o filme é rodado sem cores e toca em um tema mais delicado. Schindler custou um valor bem baixo: 22 milhões, bem baixo para todo seu peso da produção. Ele faturou 320 milhões no mundo inteiro, sucesso de público, crítica e das premiações.

A lista de Schindler é um clássico único, poderoso, irretocável e obrigatório.

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