Prepare seu estômago e seu coração, porque esse seriado consegue deixar as pessoas enjoadas e encantadas ao mesmo tempo. The Knick é um seriado de época com temática de hospital e acabada de finalizar sua segunda temporada pelo canal Cinemax. Aqui vai uma listinha marota contendo 5 motivos pelos quais você deve começar a ver essa série agora mesmo.

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Direção

Todos os episódios de The Knick foram filmados por Steven Soderbergh. Bastou ler o roteiro do piloto para o renomado cineasta se candidatar a dirigir todos os capítulos de primeira temporada como se fosse um grande filme de 10 horas. O segundo ano também leva esse mérito.

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Com a câmera quase sempre apoiada à mão, a direção de Soderbergh confere intimismo a cada cena. Te coloca como uma testemunha dos milagres e fatalidades que acorrem na sala de operações do Hospital Knickbocker. Além da sensação de estarmos bisbilhotando a vida das pessoas que passam por aquele local.

Trilha Sonora

Essa é uma das coisas mais marcantes a respeito do show. De cenários a figurinos, tudo em The Knick remete ao inicio do século XX perfeitamente, exceto sua trilha sonora. Todas as melodias compostas por Cliff Martinez são baseadas em música eletrônica, usando toques sintéticos para trazer um ar futurístico a essa série que narra as descobertas no campo da medicina moderna.

Aqui vai um exemplo.

Elenco

Como já deu pra notar pelo poster da série, Clive Owen está nela. O ator britânico dá vida a John Thackery, o médico que lidera o time de cirurgiões do Knick. A genialidade do personagem é expressada por Owen com a mesma exatidão de seu lado trágico. Vemos um homem que, embora já tenha salvo muitas vidas graças a suas descobertas, é atormentado pela consciência de que muitas outras foram perdidas pela falta de conhecimento da época.

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Da próxima vez vai dar certo. Eu sei disso.

Outro forte nome do elenco é Andre Holland, que interpreta o Dr. Algernon Edwards. Médico negro formado em Harvard, mas que precisa lutar contra o preconceito ao entrar no time de cirurgiões de um hospital como o Knickbocker, que nunca sequer atendeu a um paciente de cor. Graças ao ótimo roteiro, todos os atores têm a chance de evoluir com seus personagens. Um desafio que eles conseguem cumprir magistralmente.

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As Cirurgias

Outro grande trunfo da série: a forma grotesca e rudimentar na qual as operações eram realizadas em 1900 é registrada em The Knick de forma precisa e honesta. Cirurgias são realizadas em frente a uma plateia de pessoas.  A contaminação pelo ar ainda era ignorada pela prática médica. Sem o uso de luvas, médicos enfiam as mãos nuas dentro de seus pacientes na intenção de salvar suas vidas. Para depois vê-los morrerem de infecção generalizada na sala de pós-operatório.

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Toda a maquiagem e próteses usadas para representar corpos abertos, exposição de órgãos, e claro, os vários litros de sangue falso que se perdem no chão da sala de cirurgias/palco do Knickbocker contribuem para deixar tudo mais real do que alguns expectadores sensíveis conseguem suportar.

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Só uma molhadinha nas mãos e estamos prontos!

Contexto Histórico

Preconceito racial e de gênero, aborto e religião, abuso de drogas, esse são algum dos assuntos dos quais o seriado vai tratar durante suas temporadas. Além de registrar as falhas e acertos no campo da medicina. Os criadores de The Knick, Jack Amiel e Michael Begler, conseguem criar um enredo onde, na busca por uma solução para algum paciente, os médicos do The Knick se veem na obrigação de tentar o que ninguém tentou antes. E isso pode gerar consequências ruins, mais um morto em suas consciências, ou pode resultar na criação de um procedimento que é usado até hoje, o raio-x por exemplo.

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Hora da janta?

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