Daqui a 9 dias estreia o sétimo episódio de uma das franquias mais adoradas da história do cinema: Star Wars – O Despertar da Força vai chegar lotando salas de cinema e esvaziando o bolso de muito nerd sedento por merchandising, como bonecos, camisetas, chaveiros, lancheiras, roupas de cama e qualquer outro tipo de bugiganga em que conseguirem reproduzir a famosa logomarca, ou mesmo a silhueta do C3PO.

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Não sabe o que dar para o seu chefe nesse amigo secreto? Voi lá!
Não sabe o que dar para o seu chefe no Amigo-Secreto da firma? Voi lá!

Mas existe uma categoria de produtos relacionados a Star Wars que você provavelmente terá dificuldade de encontrar de agora em diante. Estou falando dos artigos relacionados à Princesa Leia, ou melhor dizendo, à Escrava Leia. O biquíni de metal que a personagem de Carrie Fisher usa em O Retorno de Jedi pode até ter causado o despertar sexual de muitos jovens no ano de 1983, ao mesmo tempo em que enchia os cofres de George Lucas com o dinheiro da venda de produtos que representavam uma Leia Organa sexualizada e oprimida pelo grotesco Jabba The Hutt, mas agora estamos em 2015 e vender bonecas de uma moça com uma corrente no pescoço já não pega tão bem quanto antes.

"Fica assim não bebê, ainda tem o boneco do Jar Jar Binks..."
“Fica assim não bebê, ainda tem o boneco do Jar Jar Binks…”

Os rumores são de que a Disney, como detentora dos direitos de Star Wars, está tentando apagar essa parte obscura da história da personagem ao vetar o lançamento de produtos da Princesa Leia Escrava, ao mesmo tempo em que redefine a forma como a Irmã de Luke Skywalker será representada de agora em diante, ao orientar os artistas envolvidos na criação de produtos Star Wars a não expor Leia à nenhum contexto que envolva sensualidade.

Reação de quem ainda não tinha um exemplar da Slave Leia.
Reação de quem ainda não tinha um exemplar da Slave Leia.

A notícia causaria reações diversas. Enquanto alguns pais poderiam respirar aliviados, não teriam mais que explicar para seus pimpolhos, na próxima vez que forem à Ri Happy, por que tem uma boneca de Star Wars usando uma coleira no melhor estilo BSDM, a parte mais purista dos fans obviamente achou a ideia ridícula. Dentre esses fans, destaco a fala da própria Princesa Leia, Carrie Fisher, que enxerga no diálogo entre pai e filho a solução mais democrática.

Que tal explicar para sua filha que a personagem está usando aquela roupa não porque ela escolheu usar. Ela foi forçada a vestir. Ela é a prisoneira de um testículo gigante que solta um monte de saliva e não quer vestir aquela coisa, muito menos aquela corrente, que é o que ela usa para matar aquele testículo gigante babão. Isso é idiotice.

Leia Matadora FTW!
Leia Matadora FTW!

A atriz de 59 anos, entretanto, está ciente da barra que é representar uma mulher no universo de Star Wars. A franquia teve praticamente nenhuma personagem feminina de papel relevante durante suas duas primeiras trilogias onde, ou temos alguém servindo de fan-service para marmanjos se perderem em fantasias obscenas, no caso da Leia, ou sua única função na trama é parir o escolhido que irá matar o próprio pai e morrer logo em seguida devido a complicações no parto, como é o caso de Padmé Amidala, interpretada por Natalie Portman. Mas como eu já havia dito, o ano é 2015, e #girlpower é o nome do jogo agora.

A Força despertará em uma mulher, enfim?
A Força despertará em uma mulher, enfim?

Com George Lucas fora do controle criativo da nova trilogia, fica a cargo de J.J. Abrams e sua turma a tarefa de arquitetar uma história que converse com toda uma geração que ainda há de ser apresentada a Star Wars, e isso não é pouca coisa. Estamos falando de milhares de crianças e adolescentes de ambos os sexos que estão crescendo em um mundo mais igualitário, tanto para os gêneros quanto para as raças, e isso exige uma trama que comunique com esses mesmos valores. Por isso temos na Rey de Daisy Ridley uma possibilidade tão excitante: poderia a órfã catadora de sucatas ser a próxima Jedi?, assim como no caso de Finn, o primeiro protagonista negro em Star Wars, vivido por John Boyega.

Quanto ao passado, a Princesa Leia pode ter sido escravizada e explorada, mas com a ajuda de seus amigos ela acabou se libertando. Tirar os produtos relacionados à Escrava Leia não vão apagar essa parte da história de Star Wars, só vai tornar os tais artigos ainda mais mais valiosos.

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