Deadpool, filme lançado em fevereiro de 2016, foi uma grande surpresa de qualidade e de bilheteria, custou “apenas” 58 milhões de dólares, um valor baixo para um filme de super-heróis e faturou mais de 700 nas bilheterias mundiais, a maior bilheteria para um filme da franquia X-Men. A surpresa veio porque a Fox não confiava no material que tinha nas mãos, isso explica o valor baixo que liberou para o filme, sobretudo pela censura R, mas o resultado deu mais do que certo, o que possibilitou ao estúdio fazer Logan no ano seguinte e a essa continuação, Deadpool 2.

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Esse filme tem o orçamento de aproximadamente 120 milhões, praticamente o dobro do anterior e vemos isso em tela, sobretudo nas eletrizantes cenas de ação, está estreando no meio do verão americano com Vingadores – Guerra Infinita e Han Solo – Uma História Star Wars em cartaz e o marketing está muito interessante, com clipe da Celine Dion, a atriz Morena Baccarin no Brasil e comerciais maravilhosos. Após os eventos do primeiro filme, o nosso anti-herói se especializou em sair caçando criminosos, só que do jeito dele, mas há uma série de eventos que o levam a rever os seus conceitos e tudo muda quando ele conhece Russell, um garoto mutante incontrolável, que acaba criando um laço com ele. A relação entre os dois é quase paternal.


Wade/Deadpool descobre que não vai chegar a lugar nenhum sozinho e como já vimos no trailer, vemos um pouco da X-Force e da introdução de novos personagens, como O Cable, vivido por Josh Brolin, o Thanos de Guerra Infinita e a Domino, que a falta de poder foi uma das coisas mais criativas no filme. Quem dirige o filme é David Leitch, que também é diretor de Atômica e John Wick e há muito dessa ação mais pautada na violência e estilo e aqui no caso de Deadpool, sem perder o humor.

Havia um receio de que este filme fosse mais contido, mas foi o oposto: está mais maluco, engraçado e incorreto do que o primeiro. Há piadas com a própria Fox, com o Universo Marvel, a DC é colocada lá em baixo, piada com Stranger Things, Frozen, Instinto Selvagem, até O Quarto do Pânico, filme de 2002 que já estava esquecido. Este filme se sustenta sozinho e temos uma história de fato, aliás, o roteiro de Deadpool 2 foi escrito com muito cuidado e esmero, porque o filme é pautado nas piadas, mas se leva a sério, tem uma cena logo no prólogo que faz com que a plateia vá às lágrimas. Sim, Deadpool também faz seu público chorar. Sério!

E há outras camadas no roteiro: a relação quase paterna entre Deadpool e Russell, a família como pano de fundo, sobretudo pela X-Force, a relação entre duas mulheres no filme: Negasonic e Yukio, apresentadas de forma muito natura com a grande química das atrizes.


Até de pedofilia o filme fala. Isso no meio das piadas de duplo sentido, os palavrões e as cenas de ação. E funciona! O elenco também está ótimo: Ryan Reynolds nasceu para o papel e está mais a vontade aqui. Russell é uma grande revelação, assim como Yukio e Domino.

Josh Brolin como Cable está hilário, acabamos de vê-lo como Thanos, o filme também faz piada com isso e a química e interação dele com Ryan é tão boa quanto cômica.
Mas Deadpool 2 não é perfeito: as cenas de ação, apesar de bem-feitas e coreografadas, apresentam vários problemas de CGI e muito mal renderizados.


Outro problema é a falta do sentimento de urgência que um filme de super-herói tem que ter, já que o público nunca sente que o Deadpool vá morrer e isso só piora com um recurso usado pelo Cable no terceiro ato. Mas, apesar dessas ressalvas, Deadpool 2 é um excelente programa para ir com os amigos, vale o investimento. Tem 2 cenas pós-créditos, na verdade, no meio dos créditos e são excelentes, sobretudo a última, que é uma grande sacada e uma grande surpresa ao público. E o filme vale ser visto com a melhor companhia possível, seja cônjuge ou amigos.

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