Em tempos de Capitão América: Guerra Civil é sempre bom relembrarmos personagens de quadrinhos que talvez não tenham tanto destaque na telona. É exatamente isso que a equipe criativa, composta por Matt Fraction nos roteiros e David Aja com Michael Pulido no lápis, faz em ‘Gavião Arqueiro: Minha Vida como uma Arma’. Um Gavião Arqueiro atuando quando não está em ação com os Vingadores.

Assine nossa lista de e-mails para ter novidades nerds de alta qualidade, imediatamente, assim que forem postadas

O Gavião Arqueiro que vemos aqui é extremamente humano, apesar de ser sim um super herói muito bem treinado e que usa suas habilidades para contornar suas situações problema. Vemos também um lado impulsivo e inseguro de Clint. Ele quer ajudar e está pronto pra ajudar as pessoas, mas nem sempre da maneira que o bom senso pode ser aplicado. Clint também gasta seu tempo fazendo boas ações cotidianas, como ajudando cães e fazendo aquele famoso churras com o pessoal do seu prédio no Brooklyn.

O ponto alto do quadrinho fica por conta da interação de Clint e Kate Bishop, a Gaviã Arqueira. Temos ali uma clara conexão entre os personagens, mas vemos também certo distanciamento. Eles trabalham em equipe, sabem como devem fazer as coisas, mas fica claro que cada um tem seu método de agir.

A arte de David Aja também é um show a parte, ele consegue aplicar um estilo retrô, no que se trata de anatomia dos personagens, mas também sabe ousar nos enquadramentos. Não tendo medo de ousar ao colocar vários quadros demonstrando reações de personagens. Quando Aja sai para que Michael Pulido assuma, fica claro que a arte dá uma caída, mas ela mantém uma unidade graças à coloração feita por Matt Hollingsworth que puxa bastante para o roxo e cores bastante chapadas.

No encadernado ainda temos uma história bem interessante da série dos Jovens Vingadores. Tem roteiros de Mark Farmer e arte do lendário Alan Davis que mostram o pós-Guerra Civil de Kate Bishop e de Clint Barton.

Com o preço sugerido de R$26,90, esse quadrinho será concluído em 4 volumes. Fica aí a dica pra quem quer fugir um pouco de histórias tradicionais de super heróis e quer uma interação diferenciada. E fica a dica pro Netflix, queremos uma série dele também!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here