Na contramão dos grandes lançamentos e franquias, os games independentes tentam explorar ao máximo a experiência do jogo com um mínimo de recursos. Assim é “I am a Brave Knight”, jogo que ilustra muito bem esse ponto fora da curva nas produções de games. Lançado em 2014 pela Bulkypix e disponível para sistemas Android e IOS, em Brave Knight a proposta é bem diferente, pois o jogador participa, literalmente, da escrita da história do personagem. O “desafio”, se é que pode se chamar assim, é completar a saga em menos de 10 minutos.

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Para isso diferentes telas e contextos serão apresentados com personagens representados por “bloquinhos” e uma caracterização  minimalista que diferencia cada um. Nestes cenários o jogador terá que desenhar na tela do celular as letras apresentadas pelo jogo, que por sua vez vão completar uma palavra, uma frase, e por fim a narrativa de cada quadro. Esqueça tiros, magias, upgrades ou mesmo saltos sobre a cabeça de dóceis vilões. Em Brave Knight o jogador permanece numa interação mínima com a história, no entanto oferece uma perspectiva diferente do jogo, seguida por uma imediata empatia com os personagens e pela narrativa que vai se construindo. Esse é o grande barato de Brave Knight, coloca o jogador como mero coadjuvante e não mais protagonista.

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Antes do inicio do jogo é solicitado ao jogador que use fone de ouvido, tal dica serve não só para poupar as pessoas ao lado, quer você esteja no busão, metrô ou sala de espera de algum lugar, mas também por que o jogo conta com uma belíssima trilha e efeitos sonoros que enriquecem a aventura. O fone proporciona maior imersão no contexto de I am a Brave Knight.

A experiência de jogar I am a Brave Knight é bastante rápida, o que em partes é frustrante, mas por outro lado alguns minutos a mais seriam  monótonos. Por essas e outras razões, fica claro que as intenções dos realizadores não é prender o jogador e fazê-lo comprar acessórios, melhorias etc etc… Contudo, ainda que terminemos a campanha com gostinho de quero mais, fica faltando (o que seria bem interessante) diferentes opções de traçar aquela história e por que não diferentes finais?

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De todo modo esses são apenas pitacos, que não devem ser levados tão a sério, pois essas “faltas” não diminuem a experiência do jogo. Baseado em games como Jouney e Cloud, Brave Knight se basta do jeito que está, mesmo na sua confusão entre ser um game ou um aplicativo, porque não uma obra de arte interativa (algo que já se disse de Journey). O fato é que cumpre com aquilo que propõe, pode parecer presunçoso, mas tem-se sim uma bela e surpreendente perspectiva de vida através dos 10 minutos de I am a Brave Knight.

Esqueça por instantes os pokémons da rua, as carinhas do snapchat ou a fase 957 do Candy Crush, descubra o que há por trás dessa simples e bela história…

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