A segunda temporada de Jessica Jones chegou À Netflix após quase 3 anos da estréia da primeira no final de 2015, e embora a anti-heroína já tenha aparecido em Defensores, essa nova temporada mal cita os defensores e parte do final do primeiro ano da série.

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Após tudo o que a anti-heroína enfrentou na primeira temporada, ela tem que seguir em frente, vivendo amargurada e com os seus fantasmas, ela quer descobrir a origem de seus poderes, porque ela os enxerga mais como uma maldição do que como uma bênção. Jessica continua com a Alias, sua agência de investigação, mas não contava que algumas coisas voltariam à tona de forma mais radical.

Os 13 episódios novamente não se justificam e claramente as séries da Marvel em parceria com a Netflix não foram feitas para tantos episódios. 8 ou 10 episódios seria um número ideal pelas tramas propostas.

Aqui o número ideal seriam algo em torno de 10 episódios, pois nos 3 primeiros episódios não acontece absolutamente nada. A trama não se desenvolve e a temporada só ganha fôlego a partir do 4º episódio.

Não que o número de episódios defina a qualidade de uma série: This is Us, por exemplo, tem 18 e é excelente, mas, no caso dessas séries em questão, o erro é persistente.

Outro problema também é o excesso de subtramas para tentar justificar esses episódios, com alguns personagens bons, como a Carrie Anne-Moss, desde a 1ª temporada, o Malcolm ganha mais importância, e tem um personagem na vida de Jessica que volta do mundo dos mortos, que é a melhor coisa dessa temporada, aliás, é o que move a nossa protagonista ao longo dos episódios.

Quem ganhou mais tempo de tela foi a Trish, ela é quase tão protagonista quanto a Jessica, o que é um acerto e um erro ao mesmo tempo, já que a amizade das duas vai ficando abalada, ela começa a se questionar de sua capacidade de ter poderes ou não o que pode ser um gancho para uma terceira temporada.

Quem conhece os quadrinhos sabe que a Trish ou Patsy vira a Felina, e aqui não fica claro, fica meio nebuloso, mas deixaram algumas pistas no ar.

Esse é o lado bom da personagem, o lado ruim é que a atriz é muito fraca e a personagem só ganha essa vida na segunda metade desta temporada, no começo é uma continuação do que vimos na temporada anterior: a Trish como espécie de “muleta” para a protagonista, vemos a limitação da atriz em arcos dramáticos e com um romance totalmente desinteressante e desnecessário com um dos personagens.

Uma das qualidades da temporada passada foi a presença de temas mais polêmicos como feminismo, relação abusiva e aborto. Aqui eles focaram mais na investigação e menos nesses pontos, o que não justifica o cenário mundial atual e o fato de a temporada ter sido lançada exatamente em um 8 de março. A decepção fica evidente.

 

Outra mudança de paradigmas foi a ausência de um vilão físico: Killgrave foi uma das melhores coisas da temporada passada, sobretudo pelo carisma de David Tennant que ele já havia mostrado em Doctor Who, e aqui ficou claro o quanto ele fez falta, embora ele apareça num dos episódios para levar a história da Jessica para a frente, faltou um vilão de fato, apesar disso ter sido contornado na 2ª metade da série, já que o pior inimigo da Jessica é sua própria mente.

Mas a série tem coisas boas, os 4 últimos episódios são ótimos, podemos ter uma 3ª temporada, só resta a dúvida se será com a presença da Disney ou não.

Também Kristen Ritter continua maravilhosa no papel, nós vemos que a atriz se diverte ao passo que se mostra amargurada, e isso é mérito da atriz.

A 2ª temporada equilibra os pontos positivos e negativos. É claramente inferior à temporada passada e também inferior à Demolidor e Justiceiro. Mas, se compararmos com Luke Cage e Punho de Ferro, não dá para conter o alívio.
Fica para a próxima.

Nota: 5,0

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