Após um atentado que aconteceu sexta-feira (22) em Munique, na Alemanha, onde um jovem matou 9 pessoas e deixou 27 feridas, o canal ProSieben MAXX que transmitia no país o campeonato de Counter-Strike: Global Offensive da ELEAGUE cancelou a exibição do torneio.

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O motivo, segundo o jornal The New York Times, é que o jovem responsável pelo atentado, Ali David Sonboly, era ”viciado” em jogos de tiro, como por exemplo o Counter-Strike: Source. Na Alemanha já existia uma versão censurada do CS:GO por ser um país mais rigoroso quando se trata de jogos violentos. Entre as mudanças dessa versão estão as animações, as mortes de jogadores são substituídas por rendição. Confira o vídeo:

A maioria de nós que jogamos diariamente esses jogos violentos acreditamos que essa ideia de que ”jogos violentos tornam pessoas violentas” é totalmente estúpida. Meus pais por exemplo nunca me proibiram de jogar e não me tornei uma pessoa violenta.

Lembro que o primeiro jogo de tiro que eu realmente fiquei viciada foi o Call Of Duty 2, que conta a história da Segunda Guerra Mundial contra os nazistas. Meus olhinhos chegavam a brilhar enquanto jogava (saudades). Eu mostrava algumas partes do jogo para meu pai que olhava para o jogo, dava aquele sorrisinho e fazia um ”hmm”. Sim, ele deixava eu matar pessoas no jogo com mais ou menos 11-12 anos e nem por isso me tornei uma assassina de nazistas. Soa bem ridículo isso, né?

Mas obviamente não temos só o caso do Ali David Sonboly, existem vários casos em que culpam os jogos violentos. O mais engraçado é que dão total ênfase aos jogos, como se fosse mais fácil culpar um jogo do que culpar o real problema da pessoa. Até porque, convenhamos, um ser humano que matou 9 pessoas e deixou 35 feridos com certeza não é certa da cabeça.

Temos o caso de um jovem de 13 anos, chamado Marcelo Pesseghini, que assassinou quatro pessoas da família (pai, mãe, tia-avó e avó), e após 12 horas da chacina se matou. O mais engraçado é que as notícias sobre o ocorrido deram mais destaque à foto que o menino usava no facebook: uma foto do Assasin’s Creed. É incrível como tentam esconder que existem pessoas que nascem psicopatas.

jogos violentos
Título do ocorrido pelo site: g1.globo.com

 

Outros casos que culpam os jogos violentos

O caso de uma mulher chamada Alexandra Tobias que era viciada e Farmville. Ela tinha um filho de três anos que chorava pela sua atenção. A mãe acabou ficando irritada com o garoto e chacoalhou o menino com tanta força que acabou matando.

Outro caso: dois jogadores de Lineage II acabaram brigando por causa da morte de um de seus personagens, a briga se estendeu pessoalmente ocasionando a morte de um deles.

Ligados ao jogo GTA 3, dois irmãos que encontraram fuzis dentro de casa e saíram atirando nas pessoas que andavam pela rua. Mataram um homem e feriram uma mulher.

Outro caso doentio: um homem chamado Alayiah Turman matou sua filha de 17 meses após ela desconectar os cabos do Xbox enquanto ele jogava.

Para alguns especialistas os jogos violentos podem sim influenciar certos comportamentos violentos, assim como a televisão e o cinema. Mas não só por pesquisas científicas, mas também por dados estatísticos, podemos perceber diferentes estudos e opiniões de profissionais nessa área.

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Texto retirado do site: Super.abril.com.br/comportamento/videogames-nao-provocam-violencia-infantil

Esse tipo de assunto só vem à tona quando acontecem crimes que tenham algum tipo de relação com jogos violentos. Mas, vamos combinar, todos esses casos que eu citei são extremamente doentios e bizarros.

Privar seu filho de jogar qualquer tipo de jogo que ele queira pode não ser algo tão saudável. É de extrema importância observar o comportamento da criança, caso tenha algo estranho, é bom procurar ajuda de profissionais.

Psicopatia é um tipo de comportamento que vem do indivíduo e não do meio, mas se o mesmo viver em um ambiente agressivo pode sim induzir, e não reprimir, os impulsos que nasceram com ele. E é claro, não posso deixar de comentar que existe classificação de idade para determinados jogos, então é sempre bom ficar mais ligado nisso.

E pais, entendam, os jogos não nos tornam violentos.

 

 

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