Jurassic World – Reino Ameaçado é continuação direta do primeiro Jurassic World, que é uma das maiores bilheterias da história.  É a continuação do tempo cronológico porque o filme se passa 3 anos após os eventos do primeiro filme.

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A mesma ilha do primeiro filme é tomada por um vulcão em erupção e os protagonistas do primeiro filme, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard são chamados para libertar os dinossauros presentes lá, mas descobrem que estão no meio de algo muito maior.

Os trailers e os materiais promocionais acertaram em revelar pouco sobre a trama. Do segundo para o terceiro ato há vários plot twists onde o espectador não tem tempo de processar tudo, visto que o filme não para. Existe muito mais ação do que o primeiro filme, e há uma boa sacada em mostrar que os vilões, na verdade, somos nós humanos.

No primeiro filme tínhamos um clima mais aventuresco, de sessão da tarde e matinê. Já esse segundo filme é muito mais sombrio, há vários momentos análogos ao terror nele e por se passar quase inteiro numa só locação, acaba por se tornar claustrofóbico de certa forma. A trilha sonora do mestre Michael Giacchino enfatiza esse clima sombrio. A trilha é uma clara homenagem ao John Williams, que compôs a trilha do clássico de 1993, mas tem uma identidade própria.

Fazendo uma analogia com uma franquia também de Steven Spielberg, o primeiro filme era Indiana Jones e a Última Cruzada, já o segundo é o Templo da Perdição.

Houve uma troca de direção: J. A. Bayona assume a direção no lugar Colin Trevorrow, diretor do primeiro filme e aqui ele se sai melhor como diretor, porque dá uma identidade a mais ao filme, o primeiro se sustenta muito na homenagem ao filme dos anos 90, já esse dá o tom ao que veremos a seguir na franquia, há muito fan service e homenagens, mas com olhar que sempre transcende através ao tempo.

Sem contar que Bayona já tem uma carreira, é o diretor de O Orfanato e O Impossível, então ele sabe o que faz e colocou aqui tanto a emoção de O Impossível quanto a tensão de O Orfanato.

Chris Pratt e a Bryce Dallas Howard estão melhores aqui do que no primeiro filme, a interação entre os dois está mais presente e estão mais à vontade em seus papéis. Tem a presença de Jeff Goldblum, que aparece pouco no filme. Se ele fosse retirado, não faria diferença nenhuma na história.

O Justice Smith, que estava bem na série The Get Down, soa como um alívio cômico que não tem graça. Temos a adição do James Cromwell como o parceiro do criador do parque do filme original, mas o destaque fica para a sua neta, a menina Maisie, personagem muito bem desenvolvida e como um legítimo filme produzido por Steven Spielberg.

Jurassic World 3 já foi anunciado, este é o segundo filme de uma trilogia que mostrou o quanto este universo pode ser ampliado e explorado. É um baita filme-pipoca, que conta com grande clima de suspense e entretenimento de primeira.

Não é melhor e nem pior do que o primeiro, apenas possui um tom diferente. Mas, lembre-se: Atenção ao levar as crianças pequenas ao cinema!

 

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