La Casa de Papel, é uma série espanhola que teve sua primeira temporada estreada no final de 2017, e que teve sua segunda temporada chegando nas telinhas desse último mês de Abril de 2018 na Netflix. A série não é original do serviço de streaming da Netflix, e sim de um canal espanhol que a mesma comprou os direitos.
A série tem 15 episódios com cerca de 70 minutos, mas que a mais querida provedora global de filmes reeditou, pegou os 9 primeiros episódios e transformou em 13 episódios de 45/50 minutos. Contudo, já para a segunda temporada eles pegaram os 6 episódios e transformaram em 9 de 45/50 minutos. A edição da Netflix ficou muito boa e até fez sentido para a narrativa da história.

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La Casa de Papel fala sobre um grupo de 8 criminosos liderados por um homem conhecido como Professor, que cria um plano mirabolante e engenhoso. O plano se baseia em entrar na Casa Da Moeda Espanhola, invadi-la, fazer os funcionários de reféns, não roubar nada, e fabricar o próprio dinheiro no local.
O professor arquitetou cada detalhe do plano, sobre como a polícia agiria, e como os reféns agiriam. Ou seja, eles sempre estão um passo a frente da polícia: Plano perfeito!
Muita gente está comparando esta série com Prison Break, 1ª temporada principalmente, sobretudo pelo plano brilhante e protagonista frio e calculista. Sendo assim, não é descartável o fato de que pode ter havido uma inspiração, mas com focos completamente diferentes. Por falar em inspiração, esta série é claramente baseada em grandes filmes de roubo, como: 11 Homens e um Segredo; Uma Rajada de Balas ou filmes do Tarantino. Os personagens desta série parecem ter saído de Cães de Aluguel, por exemplo.


La Casa De Papel é boa, analisando de forma técnica: A fotografia é muito voltada para a cor vermelha, expressando o sangue e a aflição de todos ali, a montagem é perfeita, os cortes são rápidos nas cenas de ação e o ritmo é excelente. A série consegue prender bem o espectador ao longo desses 22 episódios, não cansa muito e a forma com que é filmada é interessante porque nos momentos mais tensos a câmera parece de filme de terror (que vai se aproximando lentamente). Logo, La Casa De Papel não perde nada para séries de grande orçamento.

O roteiro é um verdadeiro primor de inteligência com várias reviravoltas. É fácil de perceber o cuidado que tiveram quando escreveram o roteiro para não ficar nenhuma ponta solta, onde nada é o que parece ser… Pois, quando você pensa que sabe o que vai acontecer vem uma reviravolta, e depois outra. É uma série absolutamente viciante.
Outro cuidado do roteiro foi em não ser maniqueísta: Não há mocinhos nem vilões, tanto os criminosos, os policiais e até os reféns são muito tridimensionais e o roteiro vai te manipulando e te enganando sobre quem é bom e quem é mau.
E como toda boa série, o que seria de La Casa De Papel sem personagens marcantes? Todos os personagens são incríveis, não há um personagem ruim sobrando e que você ache chato – OK, talvez o Arturo!
É importante salientar que todos eles se apresentam com nomes de cidades. Temos o Berlim, Oslo, Helsinque, Moscou, Rio, Tóquio, Denver e Nairóbi.
Aliás, as cidades têm até a ver com o perfil psicológico de cada um: Berlim é frio e calculista como a Alemanha Nazista, Tóquio é explosiva, esfuziante e inteligente, como a capital japonesa, Rio é o mais novo, moleque, cheio de hormônios e com muita energia para viver. Aliás, é a Tóquio que narra a história e conhecemos muito o perfil e motivações de cada um pelos flashbacks, que acompanham a trama principal.


O núcleo dos reféns também é bacana, vale destacar  Mônica, Arturo e Alison.
Mas, o melhor personagem da série foi o Professor, sempre frio, calculista e acima de qualquer suspeita. Ele passou metade de sua vida organizando cada detalhe do roubo, cada passo dele, cada flashback e ensinando o grupo muito bem.


E temos a inspetora Raquel, que é tão inteligente quanto o Professor… O arco envolvendo os dois é muito interessante: As conversas que mostram o jogo de gato e rato entre eles, o perfil psicológico dela por ser cheia de problemas com a filha e ter tido uma relação abusiva com o ex-marido e etc…


A Netflix está tratando La Casa de Papel como minissérie. Isso acontece porque a história apenas se fecha bruscamente, não tem gancho, e deve virar campanha para o Emmy que ocorrerá no dia 19 de Novembro desse ano. A série virou um fenômeno! Vai chover cosplays dos personagens na CCXP este ano, sem dúvidas.

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