Need for Speed vale a pena? Me perguntei muito isso antes de adquirir o jogo. Antes que eu acabasse me decepcionando, vi vários vídeos e alguns reviews para ter certeza do que estava comprando. Comprei já sabendo dos pontos fortes e dos pontos fracos. Já começo dizendo que se você ficou animado com o tunning ser possível novamente, tenha em mente que as perseguições policiais são praticamente nulas.

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Os pontos fortes, que nem são tão fortes assim

A grande diferença do título é a presença de atores reais que interagem com o jogador. Interessante no começo, mas um tanto cômico ao longo do enredo. Primeiro por ser um pouco clichê, sem grandes reviravoltas ou algo que faça o usuário assistir à cena. Tudo isso por conta de diálogos fracos que se resumem a elogios ao ator e desafios nos quais você é obrigado a participar.

O visual de Need For Speed cumpre o que prometeu durante toda a campanha de divulgação. Os veículos são bem parecidos com os modelos reais e passam realismo visual que por muito tempo ficou fora da franquia. Seja por decisão das produtoras em focar nas disputas e nos demais elementos, ou simplesmente por optar por outro padrão de gráfico que não consome muito tempo de produção.

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Se há outra característica marcante de Need For Speed é a variedade de modos. Além de corridas simples contra até cinco adversários, o jogo proporciona modalidades como Sprint, Corrida contra o Relógio e o famoso Drift.

Outro elemento que está de volta são os carros policiais. Porém o retorno é apenas na teoria, pois o que deveria ser o grande coadjuvante do jogo, se esconde de forma nunca vista nos games da série. É uma tarefa árdua achar os homens da lei em Need for Speed. E, mesmo depois de encontrar os agentes, despistá-los é simples, pois necessita apenas de uma boa reta ou de uma sequência de curva.

Os pontos fracos, que não deveriam ser tantos assim

No novo Need as perseguições policiais não são tensas como eram em Hot Pursuit ou Most Wanted. As disputas de Drift não são divertidas e chamativas como nos games Underground. Os rachas não são emocionantes até o último segundo como em quase todos os jogos da série. Talvez se tivesse dado um foco maior em algum dos aspectos que definem a série, o estúdio sueco Ghost Games fosse mais bem sucedido na sua iniciativa de renovar Need for Speed.

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Diferente dos últimos jogos da franquia, o Need for Speed de 2015 tenta fazer de tudo um pouco e acaba derrapando na pista. Enquanto estúdio Criterion focou seus esforços na treta entre polícia e corredores clandestinos, tanto em Hot Pursuit quanto em Rivals, a novata Ghost tenta morder mais do que consegue mastigar, colocando perseguições policiais, corridas tradicionais, competições de derrapagem e outros tipos de eventos no mesmo pacote. O resultado é que nenhum dos estilos recebeu a atenção que merece, e a experiência acaba ficando um tanto rasa.

O confronto com oponentes de verdade pelo modo online, que funciona o tempo todo no jogo, também é um dos grandes vilões. Primeiro pelo fato de que nem todos possuem internet boa o suficiente para rodar o game. Segundo, se o servidor da EA cair durante uma corrida você simplesmente é desclassificado e perde todos os pontos adquiridos.

No fim, o Need For Speed prometeu mais do que cumpriu.

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