O Demolidor não é apenas um filme de ação divertido dos anos 90. É um dos melhores filmes da carreira de altos e baixos de Stallone, e foi um dos filmes que mais acertou sua visão de futuro, embora as pessoas não tenham levado a sério na época. A história de O Demolidor começa em 1996, quando o policial John Spartan, vivido por Stallone, tenta salvar os reféns de um prédio e o responsável por isso é seu maior rival: Simon Phoenix, vivido por Wesley Snipes.

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John está na cola de Simon há um tempo e de fato consegue pegá-lo, mas o prédio explode e os reféns são mortos. John é responsabilizado e tanto ele quanto Simon são submetidos a um congelamento como forma de punição até o ano de 2046, ou seja, 50 anos depois do acontecido.


Só que em 2032, Simon consegue fugir depois que tentaram reduzir a pena dele e ele instaura o caos na sociedade vigente. O futuro que ele encontra é um lugar sem violência onde os crimes foram banidos, tanto que a polícia do local não é preparada para agir com violência. Para conter o Simon, John é descongelado e começa essa guerra dos titãs em um futuro não muito distante para nós. No início dos anos 90, Stallone ainda estava em alta e nesse filme ele faz um herói de ação como gente grande e se diverte no papel: um dos pontos altos do filme são suas dúvidas em relação ao futuro. Também temos a presença de Sandra Bullock no início de sua carreira. No longa ela é como uma guia para Stallone, e para o público, que também acaba se tornando meio perdido neste futuro.


Sua indicação à Framboesa de Ouro pelo papel é um absurdo inexplicável até hoje. Mas, o melhor personagem do filme é Wesley Snipes, que se diverte no papel do vilão Simon Phoenix. Phoenix está sempre a uma passo à frente de todos, com frases de efeito que se ditas hoje virariam meme e que no longa não tem objetivo nenhum além instaurar o caos para os que estão ao redor. É quase como o Coringa.


Não é difícil numerar os acertos do filme e no que ele previu para o mundo atual, como o controle governamental, desde o consumo de carne, de sal, gravidez, sexo, fumo. Já vemos o embrião disso no mundo atual. No futuro de O Demolidor, quem fala palavrão é multado. Já vemos isso acontecer em algumas cidades do mundo. O contato e a troca de fluidos inexiste: isso ainda felizmente não é proibido, mas vemos as pessoas cada vez com menos em contato entre si. O filme previu os carros que dirigem sozinhos movidos a GPS. O Waze está aí para comprovar. O controle de voz, tablets também aparecem ao longo do filme. A proliferação das megalópoles também foi prevista no filme: vemos que São Francisco e Los Angeles se uniram e viraram San Angeles. E o aumento das desigualdades sociais: para esse mundo ficar “bonito” como vemos em tela, tem uma camada da sociedade que foi rebaixada a viver nos esgotos porque não concordavam com esse mundo “perfeito”. Há algumas brincadeiras aqui, algumas licenças poéticas, como o sexo virtual e as três conchas, mas não dá para reclamar de falta de originalidade dos roteiristas.


O Demolidor teve um sucesso modesto, custou 57 millhões e faturou 159 milhões, mas se saiu muito bem no home vídeo e foi um dos filmes mais reprisados na TV ao longo desses anos.

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