Perdidos no Espaço é uma série original Netflix e reboot da série clássica dos anos 60, cujo desfecho completa 50 anos em 2018

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A série se passa 30 anos no futuro e conta as aventuras da família Robinson no espaço, eles são aqui da Terra, mas o planeta se tornou inabitável por causa das mudanças climáticas. Eles vão explorar o espaço e descobrem um planeta que eles chamam de Nova Terra, com condições de clima e atmosfera muito parecidos com o nosso.

Não precisa ter visto a série clássica, mas há várias referências para agraciar os fãs, mas logo nos primeiros minutos.Fica claro que o objetivo da Netflix é agradar a todos, é uma série PG-13 e com uma trama simples e de fácil compreensão.

O que não quer dizer que ela questione a inteligência do espectador. Há todo um cuidado aqui, mas eles não quiseram fazer uma ficção científica para mudar o mundo. Como 2001, Star Trek, Planeta dos Macacos, aqui o objetivo é muito mais modesto.

Mas por ser uma série de ficção, vemos que a Netflix não economizou com a série e o serviço de streaming segue investindo em boas séries com orçamento cinematográfico, como Altered Carbon que chegou recentemente.

Há toda uma crítica social de como deixamos o mundo. Isso me lembra muito a animação Wall-E, onde a Terra se torna inabitável, na ocasião, por causa do lixo no planeta.

Mas o que move mesmo a série são os personagens e todo o envolvimento emocional ali presente, seja pelas relações familiares, o pai ausente, a mãe que tem todo o carinho com os filhos, a filha mais velha inteligente. O robô que se torna o melhor amigo do Will Robinson, filho caçula, e que lembra muito O Gigante de Ferro nesse ponto.

Há bons atores aqui, embora nenhum seja conhecido, as mais famosas aqui são a Parkey Posey, como a Dra. Smith, que é uma pessoa com intenções bem duvidosas. Há todo um discurso de moral que ela faz que é bem poderoso.

Tem também a Molly Parker que faz a mãe dos 3 filhos, a Jackie Sharp de House of Cards. É uma grande atriz, já está aí há um tempo na estrada e é daqueles casos como a Elisabeth Moss, que se torna mais famosa na TV do que no cinema.

Aqui temos uma série bonita, gostosa de se ver, fácil, 10 episódios de cerca de 50 minutos, dá para ver tranquilamente.

Não é perfeita, a série às vezes não tem muito a mostrar além da convivência familiar e ela se daria melhor no padrão antigo com episódio da semana do que como maratona, ela se torna cansativa vendo de uma vez, mas apesar dessas ressalvas, é uma boa série de ficção e uma boa alternativa na Netflix.

Nota 8,5

 

 

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