Provavelmente é um dos jogos mais aguardados pelos jogadores da plataforma da Microsoft. É um jogo que promete muito – e tem cumprido com o que promete. A Microsoft, em parceria com a Remedy Entertainment, lançou o jogo nessa última terça-feira (5) e já podemos colocá-lo como um forte concorrente ao título de “melhor jogo do ano”.

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O game, que seria exclusivo para Xbox One, acabou não sendo tão exclusivo assim, já que vai sair para PC também. O jogo é um FPS em terceira pessoa. Junto com a ação, também há poderes e olha que não é qualquer poder não. O personagem principal – Jack Joyce – é testemunha de um grande acontecimento que iria mudar a história da humanidade. Algo dá errado na experiência e é nesse momento que tudo começa.

O jogo é totalmente focado na história e vai ser um prato cheio para quem gosta de enredo e, principalmente, de ler. Sim, de ler, já que há cartas, cartazes, gráficos e várias outras coisas que acrescentam nitidez à história e que acaba deixando ela melhor do que já é. Sério, a história foi o que mais me surpreendeu no jogo. Dá para perceber que eles trabalharam muito em cima disso, já que cada detalhe encaixa perfeitamente e você acaba fazendo parte do jogo, o que é muito bom. Como eles decidiram que a história seria um dos pilares do jogo, não há modo multiplayer.

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Aqui surge a inovação máxima de Quantum Break: os vídeos live-action, cujo formato se assemelha bastante às típicas séries de TV. Qualquer escolha feita influencia não apenas nos trechos em que se joga, mas também nos próximos vídeos que serão mostrados em decorrência das decisões anteriores, além de também poderem gerar consequências variadas para os personagens envolvidos no contexto de cada momento. A surpresa fica pelo simples motivo de que o personagem principal – Jack – consegue manipular o tempo. Ele consegue também fazer esquivas absurdamente rápidas, sem contar que ele chega a ver flashbacks do passado e, mais para frente, ele aprende a viajar na linha do tempo.

Falando em surpresas, vale ressaltar a física dos corpos e como o cenário destrói quando é atingido por tiros e mais tiros. É incrível como os corpos reagem depois de explosões e até mesmo depois que você usa o congelamento temporal. Sobre o cenário, ver as prateleiras e o que tem nela caindo depois de uma troca intensa de tiros deixa os jogadores surpresos. Eles deram um foco especial nesse jogo, graficamente falando. Aproveitando que eu citei o foco no gráfico do jogo, eles usaram atores reais para capturar os movimentos, colocando eles dentro do jogo. Atores como Aidan Gillen (Game of Thrones), Dominic Monaghan (O Senhor dos Anéis), Shawn Ashmore (X-Men) e Lance Reddick (Lei & Ordem) fazem parte do jogo. A qualidade gráfica realmente é de tirar o fôlego. Dá até para arriscar dizer que possui os melhores gráficos dessa geração de videogames.
O áudio é outro aspecto que também impressiona. Vale ressaltar que a dublagem PT-BR está sensacional.

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Como sempre há algo que deixa a desejar e não seria diferente nesse jogo. Não é algo importante e que vai ser decisivo na hora de fazer a compra do jogo, mas pode incomodar. Uma das coisas é que, por haver muito tiroteio, Jack precisa se esconder atrás de mesas de escritório, carros e afins. O problema é que isso é feito de forma automática e isso implica em alguns erros. Dentre eles, o “se proteger” não funciona bem e você acaba ficando exposto e tomando alguns tiros por causa disso.

Quantum Break é aquele típico jogo em que o gráfico impressiona e a história te surpreende. Foi uma aposta arriscada da Microsoft, mas que tem tudo para dar muito certo. Na verdade, já deu certo.

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