Podemos dizer que 2015 foi um ano um tanto quanto proveitoso para mim, realizações profissionais, pessoais e eu ainda entrei para o Nerdista! Também podemos dizer que tivemos várias coisas boas em diversas áreas. No cinema vimos o ressurgimento de gigantes como Star Wars e Jurassic World. A volta de Velozes e Furiosos e novos filmes que nem esperávamos. Nos vídeo games tivemos o que podemos chamar de “o primeiro grande ano da nova geração” com jogos como Bloodborne, The Witcher 3, Halo 5, Fallout 4 e Star Wars: Battlefront. Nas séries a confirmação de Netflix e Amazon como grandes produtoras, surpresas como Mr. Robot e a volta de grandes como The Walking Dead, Arrow, Flash e a Supergirl, que vem surpreendendo na audiência nos EUA.

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Mas chega de enrolação e vamos a minha lista, lembrando que não estão em ordem de preferência:

  • Ex Machina: Instinto Artificial

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Talvez uma das coisas que eu mais goste no cinema é a capacidade de surpreender. Nem sempre os melhores filmes que você vê são aqueles mais esperados. É o caso do Ex Machina, com direção e roteiro de Alex Garland, a história acompanha Caleb (Domhnall Gleeson) que é sorteado para passar uma semana na casa de Nathan (Oscar Isaac), que é presidente da empresa em que Caleb trabalha. Chegando lá ele descobre que foi selecionado para participar de um Teste de Turing com Ava (Alicia Vikander), uma inteligência artificial desenvolvida por Nathan. O filme te ganha em quase tudo, atuações de alto nível, com destaque para Ava, visual incrível, trilha sonora na medida certa e uma discussão muito válida sobre a relação humana com a máquina.

  • Mad Max: A Estrada da Fúria

Quanto mais eu falar desse filme mais eu precisarei continuar pra explicar o quão foda ele é. Em todos os quesitos ele me agradou, como filme de ação, a discussão que ele traz, os efeitos práticos, os de computador, trilha sonora, sua discussão sobre igualdade de gêneros, e como esquecer da perseguição de carro com o cara da guitarra? Só posso dizer uma coisa: esses caras sabem muito bem fazer guerra.

  • The Witcher 3: Wild Hunt

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Devo admitir que nunca fui muito fã de RPGs extensos como Skyrim e Dragon Age, só tinha me arriscado no máximo com Mass Effect e Borderlands, mas quando coloquei minhas mãos em The Witcher 3 foi como amor à primeira vista. Diferente de muitos desses jogos que preenchem os mapas com atividades repetitivas e pouco interessantes, cada ponto no mundo pode conter um começo de história que se desenvolverá de uma maneira fantástica. A história principal também é incrível, você chega a controlar a personagem Ciri em alguns pontos durante a campanha. Enfim, um prato cheio pra qualquer um que curta um bom jogo.

  • Série do Demolidor

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Essa série meio que teve um valor diferente pra mim. Eu, como um bom nerd que tento ser, nunca havia tido muito contato com quadrinhos, tinha lido o Cavaleiro das Trevas do Frank Miller, mas nada mais que isso. Quando em 2014 fui à CCXP em São Paulo decidi que era hora de eu dar uma chance. O maior nome do evento era o Klaus Janson que trabalhou com Frank Miller durante muito tempo e resolvi gastar uma bala pra comprar um encadernado do Demolidor pra ele autografar. Foi meio que paixão à primeira vista, quando eu lia aquelas histórias o Demolidor se tornava um dos meus personagens preferidos. É a essência das histórias dos quadrinhos que está presente na série. Finalmente vi o personagem recuperado depois daquela atrocidade do filme de 2004.

  • HQ do Star WarsStar_Wars_Vol_2_1

Lá no começo do ano, quando ainda estávamos sem saber muito o que esperar dos novos filmes, a Marvel veio com as novas séries baseadas no universo de Star Wars. Se pudesse ser algum indicativo, dava pra ver que talvez a coisa estivesse no caminho certo. A história se passa entre o 4 e o 5 filme e faz parte da cronologia, mas a principal qualidade da revista é resgatar o espírito aventuresco da saga. Acabou toda aquela politicada da trilogia nova e de volta está a sensação dos filmes antigos. Vale muito a pena pra quem esta a fim de uma boa leitura. A Panini está publicando essas histórias em banca no Brasil e está só no terceiro volume ainda. Preço de R$ 7,00, então não tem desculpa pra não ler.

  • Bônus: Maus: A História de um Sobrevivente

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Talvez uma das melhores coisas que eu já li na minha vida, Maus não é uma HQ exatamente deste ano, mas foi em 2015 que eu tive a oportunidade de ler essa obra prima. Art Spigelman narra a história de seu pai, Vladek Spiegelman que é um judeu polonês, durante o Holocausto. A história se passa com o Vladek contando a Art como sobrevivia durante o período. O interessante é que desta forma você pode ver como o Holocausto transformou Vladek e as consequências na pessoa que ele se tornou. Poucas vezes vi um relato tão real e verdadeiro sobre a 2° Guerra.

Então é isso pessoal, se eu pudesse dar um conselho a vocês é que vejam tudo isso que indiquei. Boas Festas e feliz 2016 a todos.

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