Em um vídeo publicado em 23 de Abril, o youtuber canadense Geoff Thew jogou essa bomba em nossos colos ao acusar Satty de copiar não apenas um, mas vários plágios

Você caro leitor, que faz parte deste seleto grupo que habita a internet, em algum momento das últimas semanas deve ter visto ou ao menos ouvido falar sobre a mais recente e bombástica treta envolvendo a youtuber brasileira Satty e o dono do canal gringo Mother’s Basement. E se por acaso você não souber do que se trata, vou fazer um pequeno resumo, pois este não é o assunto principal ao qual venho vos falar hoje.    

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Em um vídeo publicado em 23 de Abril, o youtuber canadense Geoff Thew jogou essa bomba em nossos colos ao acusar Satty de copiar não apenas um, mas vários vídeos de seu canal e de alguns outros que não se pronunciaram até então. Satty já havia postado um vídeo sobre o assunto onde tenta se justificar e fugir da raia dizendo que não plagiou nada e apenas se inspirou nos mesmos artigos, mas cá entre nós, isso não colou muito bem não é mesmo? 

Tudo começou quando Geoff foi informado por alguns seguidores que no canal da Satty tinham alguns vídeos muito parecidos com os dele, então para quem quiser conferir, o vídeo em que ele compara o conteúdo de ambos os canais você encontra a seguir: 

Consegue enxergar o problema no meio disso tudo? Pois temos milhares deles, não só a respeito do plágio, o que já é algo gravíssimo e merece mesmo ser denunciado, pois quem é produtor de conteúdo sabe bem o quanto é difícil se encontrar em meio a assuntos que gostaríamos de abordar, pesquisas que precisamos fazer para ter embasamento e dias ruins de bloqueio criativo. Ter seu conteúdo descaradamente copiado e descreditado não é nada legal e merece sim um pedido de desculpas, uma retratação e que os erros sejam assumidos, o que percebemos que não aconteceu nesse caso.    

Então eu, terráquea(?), mulher, redatora, conhecedora e consumidora de uma parcela do que é o mundo geek/nerd que envolve o conteúdo deste blog e de todas as mídias as quais irei me referir, me preocupo e muito em como isso reforça o estereótipo e a visão que muitos tem da comunidade feminina que participa deste universo, sejam aquelas que gostam de games, quadrinhos, filmes, séries, animes, mangás… enfim, uma infinidade de coisas das quais poderia ficar horas citando e a lista não teria fim. Sabemos que não é uma visão muito boa não é mesmo? 

Basta uma breve olhada nos comentários de diversos canais onde a protagonista é uma mulher para ver que não é nada fácil e o quanto esse ambiente é tóxico, como somos atacadas gratuitamente e temos nossa credibilidade contestada todos os dias, seja online ou na vida real, seja durante a infância ou depois de adultas e até mesmo aqui, enquanto escrevo esse texto e lembro que hoje mesmo deixei de participar de um debate sobre quadrinhos pois tive medo de não conseguir ser ouvida no meio de tantos homens mestres no assunto… fazer o que?  

Pois é…  fazer o que é a grande questão, apesar de todos os avanços na luta contra o machismo, basta um caso como esse surgir para milhares de comportamentos misóginos se revelarem, não estou aqui pra defender a Satty e muito menos jogar mais pedras nela, longe de mim, mas sei que ela serve de inspiração para muitas moças que assim como eu, gostam dessas coisas e as vezes conseguem encontrar um pouco de espaço para falar sobre o assunto. E o que acontece aqui senão uma enorme puxada no nosso tapete? Devemos lembrar que gênero não define caráter, o órgão que você tem entre as pernas não deve definir o que você pode ou não gostar.  

Não somos posers, não precisamos provar que somos nerds ou que temos conhecimento suficiente sobre determinado assunto. Destilar ódio na internet não vai ajudar a superar essas diferenças e o youtube está cheio de gente com conteúdo bacana e que realmente se dedicam a produzir algo legal. Então é isso coleguinhas, não vamos dar ibope pra quem não merece beleza?   

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