Durante essa semana, a Valve soltou uma bomba para alguns times grandes do cenário competitivo de Counter-Strike: Global Offensive. Agora os treinadores só poderão se comunicar com os jogadores nos campeonatos durante os aquecimentos, virada de half e as pausas de 30 segundos por mapa (quatro por equipe).

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A questão sobre essa regra, segundo a Valve, a qual eu acho super certo, é que os treinadores estão se tornando cada vez mais “sextos players” do que realmente a função de um treinador, ou como eu prefiro chamar, coach. Em alguns times, por exemplo a Team Liquid, Natus Vincere e NiP, os treinadores são os “capitães” e exercem funções superimportantes como chamar as jogadas de cada partida.

Treinador da Team Liquid, Luis "peacemaker" Tadeu, responsável por chamar as jogadas.
Treinador da Team Liquid, Luis “peacemaker” Tadeu, responsável por chamar as jogadas.

Muitas pessoas reclamaram sobre essa nova regra, quebrando o barraco em cima da Valve pela preferência de mudar uma regra aparentemente “desnecessária” para muitos e o desperdício de tempo onde poderiam investir em anti-cheat, já que ultimamente estamos vendo muitos queridinhos por aí usando programas para melhorar o “rendimento” em jogo.

Mas vamos lá, começarei com uma breve explicação sobre a função de um treinador ou “coach”, como você preferir. Um treinador exerce funções como: elaborar táticas, estratégias, mostrar os erros para os jogadores, analisar partidas e obviamente saber tudo sobre o jogo. O treinador deve focar na equipe e ter a ambição de fazer o time ser o melhor. Os holofotes são focados nos jogadores, enquanto o treinador na sua equipe, simples assim.

Em alguns comentários de pessoas sobre essa regra, eu vi gente comparando treinador de e-sport com treinador de futebol, afirmando que essa regra é como se tivessem limitando a um técnico de futebol exercer sua função durante a partida. O pouco de conhecimento que eu tenho sobre, é que um técnico de futebol não se comunica com o time o tempo inteiro dentro do campo, apenas em pausas no jogo ou quando eles dão uns berros por fora.

Pelos poucos esportes que eu já acompanhei, o técnico só se comunica com os jogadores em pausas. Temos exemplos de vários esportes nessa olimpíada, vôlei é um deles, onde o técnico pede pausas para dar informações importantes. É justamente isso que a Valve quer fazer, ajudar os jogadores a exercerem suas funções ao invés de seguirem passos de uma pessoa que não está jogando, no meu ver como se fossem marionetes.

Uma coisa que eu não posso deixar de falar é que para um treinador que está vendo o jogo por fora é muito mais fácil encontrar os erros e acertos do que para um jogador que está totalmente focado na sua função durante o jogo. Por isso que eu acredito que um treinador sendo utilizado como “capitão” da sim uma desvantagem para times que não fazem o mesmo.

Como eu vi muitos comentários negativos sobre essa decisão da Valve, sinceramente espero que as pessoas pensem melhor sobre todas as situações. Eu, como ex-jogadora profissional, por experiência própria, digo que ter um treinador capacitado é a melhor coisa para um time caminhar, mas queridos, vamos utilizar o treinador para exercer a função própria de treinador.

Gosta de e-Sport? Então confira o texto da semana passada sobre o “Projeto de E-Sport na Universidade Fumec De Belo Horizonte”

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