Não teve como ficar indiferente a Vingadores – Guerra Infinita nos últimos dias. era o assunto mais comentado na ocasião de seu lançamento e seu alcance vai além dos fãs de quadrinhos ou cinéfilos. Todos foram atingidos – de forma direta ou indireta – e não era para menos. Após 10 anos acompanhando o Universo Marvel nos cinemas, finalmente vemos a união de tudo.

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O Universo Marvel, com altos e baixos em qualidade dos filmes, embora ainda não tenha nenhum fracasso comercial, fez algo que hoje em dia possa parecer trivial, mas lá em 2008. Isso era novo, que é fazer um Universo só em filmes diferentes, mas interligados entre si. Gostar ou não é um direito de cada um, mas deve-se respeitar os riscos dos envolvidos.

Tanto que hoje em dia é o maior Universo do cinema e referência para muita gente, é a palavra de ordem dos estúdios, muitos copiaram como a própria DC, a Universal com o dark universe, mas há uma clara falta de planejamento e ousadia por parte das distribuidoras.

Todos sabiam do grande risco que era este filme, primeiro pela enorme expectativa gerada e depois em colocar vários heróis em tela, dando tempo e importância a todos.

Isso de fato acontece, todos aqui, sem exceção, têm importância, mesmo aqueles mais inesperados ou até coadjuvantes em seus devidos filmes.

O filme faz um grande trabalho em guiar o espectador pelos mundos envolvidos e o respeito aqui não é apenas com o Kevin Feige e seu Universo, mas à direção dos irmãos Russo. Este é apenas o terceiro filme deles pela Marvel Studios, os outros foram Capitão América – Soldado Invernal e Guerra Civil. Ou seja, filmes como Pantera Negra ou Guardiões da Galáxia, não são deles e há uma clara mudança de tom entre os filmes e mundos, mas os irmãos Russo construíram tudo de forma uniforme para Guerra Infinita e ficando da forma mais linear possível.

Mas o único problema do filme foi justamente a montagem. A transição entre mundos é muito anticlimática, malfeita e convencional. E isso dura em quase todas as transições de mundos, que não são poucas.

E o que decepciona é que os dois montadores do filme são muito bons, Jeffrey Ford e Matthew Schmidt também foram montadores de Vingadores 1 e Guerra Civil. É difícil entender essa montagem preguiçosa.

E ao contrário dos outros 18 filmes da Marvel, onde o foco eram os heróis e os vilões sempre ficavam em segundo plano, aqui é o oposto: é a história do Thanos. Ele é o protagonista e tudo converge nele. E mesmo a história das joias do infinito é contada de uma forma muito inteligível, mesmo para quem não conhece.

Efeitos maravilhosos, produção muito caprichada, parece que é o filme mais caro já feito e com esse elenco caro. Nós vemos que é tudo muito bem renderizado, bem crível e a sintonia perfeita entre boa história e produção

A trilha é do Alan Silvestri. Ele que tem no currículo grandes trilhas como de Forrest Gump, De Volta Para o Futuro e do próprio Vingadores. Não é exagero nenhum dizer que essa é das melhores trilhas da Marvel. Aliás, é a melhor junto com a do próprio Vingadores de 2012, pois é vibrante quando o filme pede e intrusiva também quando o filme necessita.

O filme tem só uma cena pós-créditos, que é grandiosa. Vingadores – Guerra Infinita jamais decepciona, a expectativa gerada não foi exagerada e aqui temos um dos filmes mais importantes do gênero. Avante, Vingadores!

Nota 9,5

 

 

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